O Sistema de Plantio Direto é um sistema de manejo do solo, mais conhecido como “plantio na palha”. Começou a ser implementado no Brasil a partir de 1970, por intermédio dos agricultores paranaenses, quando buscavam alternativas para acabar com a desertificação do solo. Atualmente, o Brasil é um dos países com maior área de plantio direto do mundo, com aproximadamente 32 milhões de hectares. Sua utilização mais comum se dá em lavouras de cereais, como soja, milho e trigo, entretanto, a técnica vem sendo testada em lavouras diferenciadas, como por exemplo, na de café. O impacto da alta produção acaba exigindo um aumento da rotatividade para a realização do cultivo, com o intuito de evitar problemas com a falta de recursos hídricos e redução da biodiversidade. Por conta disto, um dos principais problemas enfrentados pelos agricultores é o manejo do solo.

Todavia, essa técnica de manejo (plantio direto) procura reduzir o efeito negativo gerado pelas máquinas agrícolas e da própria agricultura em si, garantindo assim uma atividade mais sustentável. De forma que o agricultor é recompensado com custos menores em sua produção.

O Plantio Direto se dá através da abertura de um sulco no solo feito por uma semeadora especial, que deposita fertilizantes e sementes, existindo ainda a necessidade de deixar que a palha e demais restos culturais permaneçam na superfície do solo, com o intuito de manter seus nutrientes. Havendo nesse momento apenas como foco, o controle de ervas daninhas desenvolvido pelo manejo integrado de pragas. Por conta disto, as operações de preparo do solo (aragem e gradagem) acabam sendo eliminadas do processo de produção, mantendo assim a palha íntegra, antes e depois da realização do plantio. A repercussão dessa prática é a ocorrência de um equilíbrio maior da temperatura, aumento da matéria orgânica na terra, e igualmente uma maior disponibilidade de água e nutrientes.

Pode-se dizer que as principais vantagens encontradas pela utilização da técnica de plantio na palha são:

– aumento da atividade biológica; 

– elevação da matéria orgânica disponível no solo;

– redução das operações com os maquinários;

– controle da erosão;

– redução de perda de água da terra;

– sequestro de carbono no solo, evitando a liberação excessiva desse gás para atmosfera;

– equilíbrio na temperatura do solo;

– melhoria da estrutura do terreno;

 

Estes benefícios decorrem do fato do solo ser mantido sem revolvimento, assim, garantindo um nível menor de oxidação da matéria orgânica, ou seja, o solo fica mais livre de contaminações preservando seus nutrientes. A palha e os restos de materiais também isolam a superfície, evitando que aconteça grande oscilação de temperatura durante o dia. No tocante as desvantagens do Plantio Direto, verifica-se apenas a necessidade de possuir conhecimento técnico consideravelmente maior em relação ao controle de ervas daninhas e problemas com a compactação do solo. Consequentemente, a dica fundamental para evitar esses pontos negativos é realizar a eliminação de todas as pragas, atentando-se também para a eventual necessidade de correções do solo. Em síntese, o Sistema de Plantio Direto é uma técnica relativamente simples que pode ser adotada por qualquer agricultor, gerando diversas benesses ao solo, e consequentemente, garantindo uma atividade agrícola mais sustentável. Entretanto, existe a necessidade de se contar com supervisão técnica de um Engenheiro Agrônomo, a fim de se evitar imprevistos na lavoura.

Compartilhe