O Oscar é o mais esperado tapete vermelho, todo ano a expectativa é enorme. Tanto para as premiações, como para os looks das celebridades. Durante esses mais de 90 anos de evento, as roupas são um capítulo à parte. A produção realizada para a grande noite, ultrapassa o básico que é apenas a escolha de um vestido. Há um forte apelo em cima da imagem que será vendida naquele momento.

As grandes marcas de luxo do mundo estão presentes e apostam alto nos vestidos. Porém esse cenário vem gradativamente sendo alterado. A premiação de 2020 é uma prova disso. As questões políticas internacionais estão refletindo no comportamento dos envolvidos. Está sendo abandonado o antiquado conceito de que repetir roupa é uma gafe. Nesse ano a preocupação ambiental foi a grande vencedora. Denominada como Green Carpet Challenge, o movimento incentivou as celebridades a apresentarem opções sustentáveis, sem deixar a elegância de lado. A visibilidade dada a causa do consumo consciente foi incrível. Homens e mulheres mostram que é possível impactar o mundo de forma positiva utilizando as vestimentas.

O grande vencedor da noite, o ator Joaquin Phoenix, repetiu o mesmo terno Stella McCartney, que foi produzido a partir de materiais sustentáveis. Jane Fonda também repetiu, usou o mesmo vestido que usou no Festival de Cinema de Cannes em 2014 – um longo vermelho alta-costura Elie Saab coberto de cristais. A atriz que é uma militante do consumo sustentável, comprovou que está seguindo sua decisão de nunca mais comprar roupas. São excelentes exemplos de aplicação do ODS 12, que prega a produção e o consumo responsáveis. Diretamente houve a quebra do paradigma que não é elegante repetir roupas, bem como destacou-se a utilização de materiais diferenciados visando uso eficiente dos recursos naturais. Os reflexos dessas ações são inúmeros, atingindo consequentemente não só questões ambientais, mas também relacionadas aos direitos humanos e pobreza. A indústria da moda tem grandes desafios nessas áreas, principalmente na melhora da qualidade do trabalho e dos impactos ambientais da produção. Uma boa notícia é que o primeiro passo já foi dado.

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