O Brasil é destaque por seu grande potencial ambiental, o grande volume e variedade de recursos naturais existentes gera um diferencial em relação ao resto do mundo. Na verdade, se trata de um tesouro escondido. Mas porque ainda não somos uma potência ambiental? O tema é complexo e passa por inúmeras variáveis, tais como gestão, capital, engajamento, setor etc. Mas, ousamos dizer que o fator principal é a ética. A partir do momento que o setor empresarial brasileiro encarar os desafios, que não são poucos, com o foco na ética o caminho será mais iluminado. O principal exemplo em que a ética pode e deve ser aplicada é no fator ambiental.

Infelizmente, por questões culturais e históricas, em muitas situações a exploração dos recursos naturais é algo que está relacionada apenas com a matéria prima. Porém o meio ambiente é muito mais do que isso. É capital natural, é elemento que atua não só na atividade econômica mais impacta na saúde de toda a sociedade. Considerando essa premissa, aplicando o respeito a manutenção da vida e dos serviços ecossistêmicos prestados, nosso destino pode ser alterado. É necessário agir com responsabilidade e respeito às presentes e futuras gerações.

Nós do Pineda e Krahn temos trabalhado imensamente em projetos dessa natureza, nossa consultoria atua para inserir a variável ambiental nos ativos dos clientes, agregando valor a marca e atribuindo sustentabilidade a produção. Nossa performance é baseada em uma identificação das fragilidades ambientais, além dos requisitos ambientais legais, que são bastante extensos. Prestando o apoio para os processos estejam alinhados com os preceitos sociais, ambientais e econômicos. O lucro é vertente importante e continua tendo um papel de destaque, mas assessorado de forma igualitária com o social o ambiental. Um exemplo de sucesso é a atuação na Cocelpa Industria de Papel e Celulose, localizada na grande Curitiba. A equipe do escritório instaurou um comitê Socioambiental, que tem como principal objetivo auxiliar a Diretoria na tomada de decisões. Foi verificada a existência de ações esparsas e que tinham grande potencial de serem expandidas, além da necessidade de uma gestão centralizada da parte socioambiental.

Houve um processo de internalização dessa questão dentro da rotina das duas fábricas, de papel e embalagem, e dos setores de gestão. No segundo semestre, começaram as reuniões da equipe com debate e troca de experiências, gerando soluções multidisciplinares que atendem aos mais diversos olhares. Cada colaborador da equipe teve a possibilidade de expor e de opinar sobre de que forma a sustentabilidade pode impactar no seu setor. Apesar de um trabalho ainda inicial, alguns resultados já são evidentes. Houve um processo de mitigação de riscos ambientais com a implantação de monitoramentos e incentivos a realização de ciclos fechados. Tais medidas trouxeram redução de custos e otimização dos espaços de trabalho. Houve também uma sistematização das ações de responsabilidade social, aumentando o planejamento e ações a serem implantadas em 2021. Além de ações voltadas a divulgação e transparência corporativa. A partir dessa experiência, questões ambientais e sociais passaram a ser pauta rotineira e prioridade dentro da gestão empresarial. O resultado é meio ambiente sendo valorizado e sua gestão refletindo em melhorias para Companhia e para a comunidade como um todo.

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